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HEMONÚCLEO

O Hemonúcleo funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, e aos sábados, das 8h às 14h.

Para doar sangue, é necessário:
• Apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira de habilitação, carteira de trabalho, Registro Nacional de estrangeiros, etc). São aceitos documentos digitais oficiais ou fotocopia autenticada;
• Ter idade entre 16 e 69 anos, 11 meses e 29 dias;
• Candidatos com idade entre 16 e 18 anos incompletos devem apresentar cópia da identidade e autorização formal, por escrito, do responsável legal para cada doação e cópia da identidade;
• Ter peso mínimo de 50 kg;
• Estar em boas condições de saúde, sem doença aguda ou infecção ativa no momento da doação;
• Estar alimentado, evitando refeições gordurosas antes da doação.

A primeira doação deve ser realizada até 60 anos, 11 meses e 29 dias. Candidatos fora desse limite somente poderão ser aceitos em situações tecnicamente justificadas, após avaliação médica do serviço de hemoterapia.

Mais informações podem ser obtidas pelo telefone:
(21) 3037-2215

Links
Portaria GM/MS nº 11.685/2026
Autorização formal para doação de menores de 16 e 17 anos: (em anexo)

 

ETAPAS DA DOAÇÃO

1º PASSO: RECEPÇÃO E CADASTRO
Apresentação de documento oficial com foto e atualização dos dados cadastrais (endereço e telefone).
Neste momento, será preenchido um questionário com o objetivo de identificar situações ou condições de saúde que possam impedir, temporária ou definitivamente, a doação de sangue. As dúvidas serão esclarecidas durante a Triagem Clínica e Hematológica.

2º PASSO: TRIAGEM CLÍNICA E HEMATOLÓGICA
É realizada por profissional de saúde de nível superior, em ambiente privativo e com garantia de sigilo.
Consiste na conferência das respostas ao questionário, avaliação da aptidão para a doação de sangue e verificação do peso, altura, pressão arterial, pulso e temperatura corporal. Também é realizada uma pequena punção na ponta do dedo para determinação da concentração de hemoglobina.

3º PASSO: COLETA DE SANGUE
A coleta dura, aproximadamente, 10 minutos. Todo o material utilizado é estéril, descartável e de uso único.

4º PASSO: LANCHE
Após a doação, o doador deverá permanecer no serviço por, no mínimo, 15 minutos para observação quanto à ocorrência de reação adversa imediata.
Nesse período será oferecido um lanche com líquidos, iniciando a reposição do volume doado. Recomenda-se manter boa ingestão de líquidos durante o restante do dia.

DÚVIDAS FREQUENTES

Por que doar sangue?
O sangue é um tecido vivo indispensável à vida.
Uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas.
O sangue não pode ser produzido artificialmente.
O volume coletado corresponde a menos de 15% do volume total de sangue em circulação e é reposto rapidamente pelo organismo.
Doar sangue é um procedimento seguro.
Doar sangue é um gesto de solidariedade, cidadania e compromisso com a vida.

Por que o peso mínimo para doar sangue é de 50 kg?
O volume de sangue coletado é proporcional ao peso do doador.
Homens podem doar até 9 mL de sangue por quilograma de peso corporal, e mulheres até 8 mL/kg.
As bolsas de coleta contêm volume padronizado de solução anticoagulante, adequado para a coleta mínima de 405 mL de sangue total. Assim, candidatos com peso inferior a 50 kg não atingem o volume mínimo necessário para uma coleta segura.

Qual é o intervalo para realizar doações de sangue?
Mulheres: intervalo mínimo de 90 dias, com limite de até três doações em um período de 12 meses.
Homens: intervalo mínimo de 60 dias, com limite de até quatro doações em um período de 12 meses.

Menores de 18 anos podem doar?
Sim. A doação é permitida a partir dos 16 anos de idade, mediante autorização formal do responsável legal.
Para informações sobre a documentação necessária, entre em contato com o serviço de hemoterapia.

Posso doar sangue durante a amamentação?
Não. A amamentação impede a doação pelo período de 1 ano (12 meses).

Em quanto tempo o organismo repõe o sangue doado?
A reposição do volume plasmático ocorre entre 24 e 48 horas.
Após a doação de sangue o organismo repõe os diferentes componentes em tempos distintos.
A reposição dos glóbulos vermelhos ocorre, em média, em até quatro semanas.
Entretanto, o intervalo mínimo entre as doações deve ser respeitado para permitir a recuperação adequada dos estoques de ferro do organismo.

O que é doação de plaquetas por aférese?
O sangue é composto por hemácias, leucócitos, plasma e plaquetas.
As plaquetas atuam no controle dos sangramentos e podem ser coletadas por um procedimento denominado aférese, sem prejuízo à saúde do doador quando observados os critérios de segurança.
Trata-se de uma doação seletiva realizada por equipamento automatizado, que coleta o sangue do doador, separa seus componentes por centrifugação, retém apenas parte das plaquetas e devolve ao doador os demais componentes sanguíneos.
Todo o procedimento dura, aproximadamente, 90 minutos.

Qual é o intervalo recomendado para doação de plaquetas?
O intervalo mínimo entre duas doações de plaquetas por aférese é de 48 horas.
Devem ser respeitados os limites máximos de quatro doações por mês e 24 doações por ano.
Após doar sangue total, o intervalo para doação de plaquetas é de 8 semanas.
Após doar plaquetas por aférese, deve-se aguardar 72 horas para realizar doação de sangue total.

O material utilizado na coleta de sangue é seguro?
Sim. Todo o material utilizado na coleta de sangue é de uso individual, estéril, apirogênico e descartável. Não há risco de adquirir doenças infecciosas por meio da doação de sangue.

Por que só pode doar sangue quem teve hepatite antes dos 13 anos de idade?
Na maioria dos casos, a hepatite adquirida antes dos 13 anos de idade corresponde à hepatite A, que não evolui para infecção crônica e não deixa partículas virais circulantes após a recuperação. Por esse motivo, essa condição, isoladamente, não constitui impedimento para a doação de sangue.
A avaliação da aptidão do candidato será realizada durante a triagem clínica, conforme os critérios estabelecidos na legislação vigente.

Tatuagem, piercing ou maquiagem definitiva impedem a doação por quanto tempo?
O candidato à doação fica inapto por 4 meses após a realização de tatuagem, maquiagem definitiva ou micropigmentação.
No caso de piercing em mucosa oral ou genital, o candidato permanece inapto enquanto estiver com o piercing e poderá ser considerado apto 4 meses após sua retirada, desde que atenda aos demais critérios de aptidão.

É necessário estar em jejum para doar sangue?
Não. Recomenda-se alimentar-se normalmente antes da doação, evitando alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a coleta.

Por que devemos evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação?
A ingestão de alimentos ricos em gordura pode causar lipemia (aumento da gordura no plasma), dificultando a realização e a interpretação dos exames laboratoriais obrigatórios realizados no sangue doado.

É realizado algum exame no sangue doado?
Sim. Todo sangue doado é submetido a tipagem sanguínea e aos exames laboratoriais obrigatórios para detecção de infecções transmissíveis pelo sangue, conforme a legislação vigente.
Entre os exames realizados estão aqueles para hepatites B e C, HIV, HTLV, sífilis e doença de Chagas e Malária.
Os resultados seguem as normas de confidencialidade adotadas pelo serviço de hemoterapia.

Serei comunicado se algum exame apresentar alteração?
Sim. Caso seja identificada alguma alteração nos exames obrigatórios, o serviço de hemoterapia entrará em contato com o doador para orientações, aconselhamento e, quando indicado, realização de nova coleta ou encaminhamento para acompanhamento.

Posso doar sangue fazendo uso de medicamentos?
Depende.
A aptidão para doação será avaliada durante a triagem clínica, considerando o medicamento utilizado, a doença tratada e as condições clínicas do candidato.
Em caso de dúvida, entre em contato com o serviço de hemoterapia antes de comparecer para a doação.

O que é feito com o sangue doado?
Após a doação o sangue passa por exames para garantir a segurança de quem vai recebê-lo. Em seguida é separado em diferentes componentes como concentrado de hemácias, concentrado de plaquetas, plasma e crioprecipitado, que podem ser utilizados no tratamento de pacientes com diversas doenças, em cirurgias e outras situações de emergência.

O que é janela imunológica?
Janela imunológica é o período entre a infecção por um agente infeccioso e o momento em que os exames laboratoriais conseguem detectá-la.
Durante esse período, a pessoa pode transmitir a infecção, embora os testes ainda apresentem resultado não reagente.
Por esse motivo, é fundamental que o candidato à doação responda às perguntas da entrevista clínica com sinceridade e precisão. Todas as informações são confidenciais e essenciais para a proteção do doador e do receptor do sangue.

Por que são feitas perguntas sobre a vida sexual do candidato?
Durante a triagem clínica, são avaliadas situações que possam representar risco aumentado para aquisição de infecções transmissíveis pelo sangue, incluindo as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST).

Posso doar sangue para fazer exames?
Não.
A doação de sangue não deve ser utilizada como forma de realizar exames laboratoriais.
Se o objetivo for verificar a presença de alguma infecção ou outra condição de saúde, informe isso ao profissional responsável pela triagem. Ele poderá orientar sobre o serviço de saúde mais adequado para realização dos exames.

Quem não pode doar?

As principais causas de inaptidão estão relacionadas ao cumprimento das normas nacionais e internacionais, visando garantir a segurança e a proteção do doador e do receptor.
Abaixo estão listadas algumas situações que podem impedir temporariamente a doação de sangue.

Você estará impedido de doar sangue:

  • 1. Por 3 dias:
    a. Após o desaparecimento dos sintomas de resfriado comum.
  • 2. Por 7 dias:
    a. Após a cura de conjuntivite.
    b. Após extração dentária.
  • 3. Por 2 semanas:
    a. Após o término do tratamento de infecções bacterianas comuns não complicadas (ex.: sinusite, amigdalite, otite, infecção urinária baixa).
    b. Após o desaparecimento dos sintomas de gripe (influenza), resfriado com sintomas prolongados ou outras condições infecciosas conforme avaliação clínica.
    c. Após cura de caxumba, rubéola, sarampo ou varicela.
  • 4. Por 30 dias:
    a. Após deslocamento ou procedência de regiões com epidemias confirmadas ou áreas endêmicas para determinadas doenças infecciosas, conforme avaliação clínica.
    b. Após recuperação clínica completa de algumas arboviroses ou infecções específicas, conforme critérios estabelecidos.
  • 5. Por 4 semanas:
    a. Após a cura de dengue.
  • 6. Por 3 meses:
    a. Após citomegalovírus, conforme desaparecimento dos sintomas.
    b. Após cólera ou leptospirose, conforme cura clínica.
    c. Após cirurgias de pequeno porte (hernioplastia), amigdalectomia e apendicectomia.
  • 7. Por 4 meses:
    a. Após realização de tatuagem, maquiagem definitiva, micropigmentação, piercing, escarificação ou procedimentos estéticos invasivos.
    b. Após procedimentos de risco com possibilidade de exposição a material biológico.
    c. Após recebimento de transfusão de sangue ou hemocomponentes.
    d. Após uso de medicamentos antirretrovirais para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ou Profilaxia Pós-Exposição (PEP), conforme avaliação específica.
    e. Após início de nova relação sexual ou situações de exposição sexual de risco acrescido, conforme critérios da triagem clínica.
    f. Após procedimentos endoscópicos (ex.: endoscopia, colonoscopia, rinoscopia).
  • 8. Por 6 meses:
    a. Após cirurgias de médio porte (ex.: colecistectomia, histerectomia, tireoidectomia).
    b. Após herpes zoster, mononucleose infecciosa, toxoplasmose e outras condições conforme avaliação clínica.
    c. Após dengue grave.
  • 9. Por 12 meses:
    a. Após infecção sexualmente transmissível (IST), incluindo sífilis após tratamento adequado.
    b. Após algumas situações de exposição sexual com risco aumentado para infecções transmissíveis pelo sangue, conforme avaliação na triagem clínica.
  • 10. Por 2 anos:
    a. Após cura de tuberculose pulmonar ou extrapulmonar.
    b. Após uso de PrEP de longa duração (uso injetável).

Outras situações que podem impedir temporariamente a doação:

  • Gestação: até 12 semanas após o parto ou abortamento.
  • Lactação: mulheres cujo parto ocorreu há menos de 12 meses, salvo situações específicas previstas.
  • Uso de determinados medicamentos: conforme avaliação individual.
  • Uso de anabolizantes ou hormônios injetáveis pode impedir a doação. É necessário apresentar receita médica.
  • Infecções, doenças agudas ou alterações clínicas: conforme avaliação do profissional responsável pela triagem.
  • Câncer: após 5 anos de remissão da doença, mediante apresentação de laudo médico comprovando essa remissão, exceto nos casos de:
    - carcinoma in situ de cérvix uterina e de carcinoma basocelular de pele que não impedem a doação de sangue
    - melanoma ou neoplasias onde a inaptidão é definitiva

Você nunca poderá doar sangue se:

  • a. Teve hepatite viral após os 13 anos de idade, exceto nos casos de infecção aguda por hepatite A, quando houver relato do diagnóstico clínico na época da ocorrência.
  • b. Tem ou teve infecção pelos vírus HIV, hepatite B (HBV), hepatite C (HCV) ou HTLV I/II.
  • c. Já teve malária por Plasmodium malariae.
  • d. Tem ou teve doença de Chagas.
  • e. Teve melanoma ou neoplasias do sistema hematopoiético.
  • f. Apresenta doença cardiovascular grave, como doença coronariana, angina, arritmias cardíacas graves, insuficiência cardíaca, doença valvular com repercussão, tromboses recorrentes ou outras condições cardiovasculares graves.
  • g. Apresenta doença pulmonar grave, como enfisema, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou histórico de embolia pulmonar.
  • h. Apresenta doença renal crônica.
  • i. Apresenta doenças gastrointestinais graves, como cirrose hepática, doença de Crohn, retocolite ulcerativa crônica, hipertensão portal ou pancreatite crônica.
  • j. Tem diabetes mellitus tipo I ou diabetes mellitus tipo II em uso de insulina.
  • k. Apresenta doenças hemorrágicas congênitas ou adquiridas.
  • l. Apresenta doenças neurológicas graves, como esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, miastenia gravis ou outras condições com comprometimento significativo.
  • m. Apresenta doenças autoimunes com comprometimento de mais de um órgão (ex.: lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, esclerodermia).
  • n. Foi submetido a transplante de órgãos, tecidos ou células progenitoras hematopoéticas (medula óssea).
  • o. Apresenta doença psiquiátrica ou deficiência intelectual que gere incapacidade para compreensão e cumprimento das condições necessárias para a doação.
  • p. Apresenta doença de Parkinson ou outras condições neurológicas incompatíveis com a doação, conforme avaliação médica.
  • q. Apresenta reação adversa grave em doação anterior, conforme orientação médica do serviço de hemoterapia.

Portaria GM/ms Nº 11.685, DE 2 DE julho DE 2026
Altera a Portaria de Consolidação GM/MS nº 5, de 28 de setembro de 2017, para redefinir o conjunto de regulamentos técnicos da área de sangue e de procedimentos hemoterápicos, no âmbito do Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados - SINASAN.

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